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NOTÍCIAS
 
05/03/2014 - 17:28h
O CURIÓ

O Curió

 
Muito se tem falado a respeito da origem do Curió, apesar do grande interesse pelo tema, ainda não dispomos de estudos conclusivos a respeito. A denominação CURIÓ é indígena e significa

O Amigo do Homem  em linguagem Tupi-Guarani.
A classificação científica do Curió tomou por base o seu costume alimentar, grafado em Grego a designação Oryzo-Borus  significa O que gosta de arroz e  angolensis  por acharem que o mesmo foi trazido deAngola.Traduzindo do Grego para o bom Português o Curió foi nomeado como sendo: O que gosta de Arroz e veio de Angola, é praxe na classificação tomar-se por base  aspectos e  costumes de um pássaro para dar-lhe o  nome, e desta forma distingui-lo dos demais.
“Comer Arroz”  tinha que ser uma característica marcante, principal do curió, capaz de distingui-lo dos demais pássaros assemelhados. Ser comedor de Arroz e ter vindo de Angola, nos conduz a grandes especulações a respeito de um possível erro de Classificação quanto a sua origem, principalmente quando Linnaeus em 1766   o Classificou como  Loxia Angolensis. Baseado em Coccothraustes niger de Edwards, que o classificou como de origem Angolana e que foi introduzido em todo território Brasileiro. Como o habito alimentar de um pássaro o caracteriza a ponto de originar o seu próprio nome, ou parte dele, ORYZO-BORUS (O que gosta de arroz).
Uma pergunta se faz:
O curió gosta tanto de arroz a ponto de ser caracterizado como COMEDOR DE ARROZ???  
A resposta é NÃO, poderíamos aceitar o seu nome como sendo: O que gosta de CAPIM NAVALHA ou mesmo, O Que Gosta de TIRIRICA. Mais nunca O Que Gosta De Arroz. Sabemos que o Curió ocorre em todas as regiões do Brasil, na maioria, desprovidas da Cultura do Arroz, principalmente em 1776 quando Linnaeus o classificou.
Conforme estudos de autores brasileiros a presença do arroz em nosso território ocorreu de forma espontânea, sabe-se que após o descobrimento, Pedro Álvares Cabral retornou a Portugal com feixes de Arroz colhido em terras brasileiras, tais “arrozes” conhecidos pelos índios tupis como  “abatituaupé” ou melhor  “milho d’agua”. Sabe-se que em meados do século XVI, os colonizadores portugueses passaram a cultivar arroz em terras brasileiras, ocupando áreas no Maranhão (1745), em Pernambuco (1750), no Pará (1772) e na Bahia (1857). Daí concluirmos que apesar da existência do arroz “nativo” este não foi determinante da ocorrência do curió em todo território nacional, já que sua presença foi registrada na maioria dos estados não produtores de arroz, logo, concluímos a impropriedade do nome ORIZO-BORUS como característica alimentar principal, capaz de dar lhe o nome.
 
Angolensis (Veio de Angola)
Admitir a nacionalidade Angolensis ao Curió, é afirmar a tese de pássaro introduzido, ou seja, “alienígena”. Admitindo ser realmente o Curió fruto de “INTRODUÇÃO”, originário de Angola e que foi trazido para o Brasil e solto no Estado da Bahia, de onde se difundiu aos demais estados brasileiros. Esta Tese parece-nos improvável, contudo, no Catálogo das Aves do Brasil de 1944, ficou evidente a influência desta tese como verdadeira até os dias atuais. A sua classificação é incerta, feita por Linnaeus em 1766 como Loxia angolensis, baseado emCoccothraustes niger de Edwards que o classificou como Angolensis e que foi introduzido em território Brasileiro. Hellmayr substituiu a tese de introdução em todo território brasileiro pela introdução apenas no Ceará sendo reforçada por SHARPE  (Nec Scopoli) em 1888 e lher &  Lhering  em 1907 restringindo a introdução apenas ao estado da Bahia como berço da introdução do Curió, considerando no passado o grande fluxo de embarcações que aportavam na Bahia oriundos da Angola.
 

Autor: Gilson Barbosa.

gilsonbahia@globo.com


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